Sete motivos para aprovar a reforma da Previdência Social

Argumentos usados para criticar a proposta em tramitação no Congresso Nacional não são verdadeiros

Publicação: 15/09/2017 às 16:58
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Informação é poder. Entenda o motivo de os principais argumentos usados contra a reforma da Previdência não serem verdadeiros. Confira:

1 – O déficit é real

O déficit existe, é grande e sacrifica outras políticas públicas. A Previdência e Assistência Social já consomem 64% das receitas do governo federal.

2 - O problema da Previdência não é passageiro

Com o envelhecimento da população, o déficit deve se agravar. O Brasil gasta com aposentadorias quase o mesmo percentual do PIB que os países da OCDE. Nossa Previdência já gasta mais com que a de países como Alemanha, Bélgica e Noruega, todos mais ricos e com população mais velha.

3 - Aumentar a arrecadação não resolve o problema

Não há nível de arrecadação suficiente para equilibrar as contas. Para evitar alterar o valor das aposentadorias, seria preciso dobrar a alíquota de contribuição dos trabalhadores, em 2035, para aproximadamente 60% do salário bruto. Em 2065 a cobrança teria de ser de 120% do salário, ou seja, insustentável cobrar isso.

4 - A cobrança dos devedores da Previdência não é suficiente para cobrir o rombo

Mesmo que toda a dívida cobrada fosse recuperada totalmente, isso não resolveria o desequilíbrio nas contas da Previdência. Dos R$ 433 bilhões inscritos em dívida ativa previdenciária, R$ 52 bilhões estão garantidos ou já estão sendo pagos parceladamente. Outros R$ 251 bilhões são de remota recuperação, a maioria devida por empresas inativas ou sem patrimônio. Restam R$ 130 bilhões que estão em cobrança com potencial de recuperação. Mesmo que fossem recuperados automaticamente, contudo, não cobririam nem o déficit previsto para este ano, que é de R$ 189 bilhões. Além disso, haveria o rombo dos anos seguintes.

5 - As pessoas não vão trabalhar até morrer com a reforma

Haverá tempo suficiente para gozar a aposentadoria, pois aos 65 anos de idade a expectativa de vida ultrapassa os 80 anos. Quem chega aos 60 anos de idade tem expectativa de viver 80 anos ou mais, mesmo nas regiões mais pobres do País.

6 - A reforma da Previdência não prejudica os pobres

A reforma acaba com os privilégios dos mais ricos e preserva os mais pobres. As regras atuais da Previdência Social concentram renda e aumentam a desigualdade social. Serão atacados os principais fatores que geram a concentração de renda no gasto previdenciário. Políticas voltadas para reduzir a pobreza na infância seriam mais eficazes na redução da pobreza que o pagamento de aposentadorias.

7 - A reforma não é cruel com os trabalhadores rurais

A reforma evitará fraudes e preserva os trabalhadores rurais. Haverá uma contribuição simbólica, para evitar fraudes e incentivar a formalização dos trabalhadores. Com isso, o trabalhador rural poderá ter acesso facilitado a outros benefícios da Previdência Social além da aposentadoria, como o auxílio doença, aposentadoria por invalidez e salário maternidade.

Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério da Fazenda

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